domingo, 20 de abril de 2008

Trem das 17h30min



Pois é pessoal, esse é o maravilhoso horrível transporte público paulistano quando o mesmo se encontra no horário de pico.

E para se obter uma boa viajem todos seguem quatro regras básicas fundamentais.

São elas:

1 º Regra – Todos, sem exceção devem chegar a suas casas após seu horário de trabalho.

Não importa se vamos levando encoxadas de pessoas desconhecidas, com o braço atrás das costas ou até mesmo cheirando o futum do braço daquele pedreiro que ficou labutando das 06h00min da manhã ás 18h00min da tarde.

2º Regra – Absolutamente ninguém se importa se o trem já está lotado ou não, a regra básica é quanto menos espaço, mais devemos empurrar e apertar.

Não devemos nos importar com o quanto isso seja desconfortável. Nós paulistanos adoramos calor humano, tanto que nosso sistema ferroviário de transporte é estrategicamente planejado para NÃO comportar seus usuários de maneira que não sobre espaço em cada vagão de trem.

3º Regra – Educação fica em casa!

Não queremos saber se tem alguém querendo descer em tal estação. Uma vez dentro do trem só sai na última estação. Pois se alguém sai, acaba quebrando a 1º Regra. Claro que isso não inclui aquele pedreiro, este assim como seus amigos tem uma delicadeza indiscutível! E assim abrem caminho até a porta mais próxima, como Moisés e o Mar Vermelho.

4º e última Regra – Ao chegar à última estação sempre ajude o cidadão mais próximo a descer.

Menos de meio segundo após o trem abrir suas portas na última estação, temos o dever de ajudar o próximo a sair do vagão de trem. Essa ajuda inclui pontapés, delicados empurrões, voadoras nas costas e muitos gritos de felicidade mútua.

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Nesse tempo de viajem há aqueles que ousam fazer manobras para coçar as costas e até mesmo ler um livro. Claro com a ajuda dos demais cidadãos daria até para dormir se não fossem as brecadas do trem e as cotoveladas na orelha.

Calor humano é bom, mas não sob essas condições, posso afirmar...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

É tudo igual, igual, igual...



Quem nunca teve ou ainda tem uma rotina?

O paradigma de rotina é perfeitamente descrito na música abaixo. Datada de 1996 os maravilhosos versos só não mostram a vida de muitas pessoas, como também mostram que pouca coisa mudou de "96-08".

Vou citar algumas partes que fazem grande sentido e ainda vão estar nas paradas por um bom tempo:

"Se senta e abre e abre o jornal, e tudo parece normal. Um dia a menos, um crime a mais... No fundo, no fundo, no fundo tanto faz!"

Não posso afirmar que a massa ignora os acontecimentos diários. Mas digo, boa parte vive na rotina, sem perceber o que ocorre. Estão fixados em seguir seus caminhos.

Como a própria música diz:

"Já é hora de vestir o velho paletó surrado, e caminhar sobre o caminho pisado que conduz rumo à batalha que inicia cada dia. Conseguir um lugar para sentar e sonhar na lotação e é tudo igual, igual, igual..."

Pois é, será mesmo que estamos torcendo o nariz e aceitando quietos tudo o que vem ocorrendo? Corrupção, impunidade, mentira e política... Essas duas últimas podem se abraçar.

Não meus amigos, eu digo acordem! Pois estou tentando acordar ou, ao menos me libertar da hipnose! Afinal:

"A mão pesada se sempre abrirá, oferecendo a garantia barata de que tudo vai mudar, é tudo igual..."

Por que Just?

Porque segundo um dicionário "Just" - pode ser usado em alguns sentidos literais a meu gosto. Logo resolvi unir o útil ao enfim...

"adj 1 justo, imparcial equitativo."

Bom presumo postar aqui textos mostrando das duas a uma. Posso no talvez, garantir o justo já ser imparcial equitativo (não pender a alguns dos lado), acho difícil.

"adj 7 verdadeiro, verídico."

Não pretendo mentir aqui certo?
Não garanto 100%.

"adv 1 exatamente, perfeitamente."

Preciso dizer mais?

Concluindo, Just beginning life, ora pois... tenho 20 anos e quer queira ou não, ao meu ponto de vista nem comecei a viver...

Como diz um amigo meu: "Sou virgem! E nunca beijei na boca! Alguém quer se candidatar?".